Esta atividade tem como ideia o registro de fenômenos ao nosso redor, estejam eles alcançado os sentidos ou no campo das ideias e conceitos que vem a mente.
A atividade foi executada após a aula de Semiótica, como foi pedido.
Sentei-me na sombra da mangueira. Ao meu lado esquerdo estava o meu colega João Marcelo. O primeiro fenômeno que vislumbro é uma formiga preta e comprida sobre a folha em que vou escrever e me vem a mente: “Como essa formiga alcançou tão rápido a minha folha?” e então começo minha atividade, nisso perco a formiga de vista, logo após.
Há alguns minúsculos insetos a sobrevoar o local. Associo-os a filhotes de moscas varejeiras, uma vez que esse tipo de inseto sobrevoa locais em que se encontram frutas, como as mangas do local, por exemplo. Ao reparar melhor, vi formigas com asas e isso me surpreendeu.
Estou sentado de pernas cruzadas, quando sinto que meu pé está começando a formigar e logo mudo de posição. Escuto passos de duas pessoas andando no cascalho, estranho o fato de ter reparado nisso, normalmente só reparo o barulho dos meus passos no cascalho e não o dos outros.
Vejo uma aranha pequena na roupa, lembro-me que aranhas marrons apesar de tímidas, são peçonhentas. Por sorte ela passa para minha bolsa, e expulso-a de lá em seguida. Ela cai no chão. Comento o ocorrido com o meu colega João Marcelo, quando vamos olhar no chão a procura dela, encontramos um pequeno escorpião preto com um ponto verde iridescente nas costas. Lembro-me de já ter visto uma barata verde em casa, e já vi moscas com cores semelhantes ao do escorpião há alguns anos atrás quando tive que realizar coletas de insetos para um trabalho da escola. “Deve ser comum, em locais com vegetação, ver insetos com essas tonalidades de cor mesmo”, pensei eu por um momento, mas então reparo no meu erro. Um escorpião é um aracnídeo não um inseto, apesar de que ambos são artrópodes. Após matar o escorpião, me arrependo de não ter vindo de sapato para a UFC.
Sento-me em outro ponto perto da mangueira, porque a luz do sol já alcançava o meu rosto e havia muitos insetos a me incomodar onde eu estava. Dois rapazes passam conversando enquanto um tenta fazer malabarismos com um guarda chuva como se imitasse artistas marciais dos filmes de lutas. Até que, ele deixa o guarda chuva cair, mas o outro consegue segurar antes que ele alcance o chão. Foi uma cena de tamanha destreza que penso: “Até parecia uma cena de filme de artes marciais”.
Vem à mente o fato de que perdi uma série de fenômenos que me esqueci e que não consegui registrar a tempo de outro fenômeno acontecer. Por exemplo, o fato do Thiago Amora ter chegado nas mangueiras e ter divagado sobre um fim pós-apocalíptico daquele cenário, que me parecia sereno. Provavelmente ele associou isso ao trabalho dos filmes que do gênero que costumam passar a imagem de mundo tranquilo e monótono até um cataclismo acontecer e atribuir ao cenário a ideia de destruição.
Atrás de mim escuto um barulho de cochicho entre duas senhoritas, quando uma exclama: “Menina, que besteira!”. Admito que fiquei curioso e virei-me para trás, então vejo a outra terminando de trocar de blusa, ela usava um biquíni amarelo de bolinhas pretas. Após minha surpresa, resolvo por um fim as minhas anotações da atividade.